Vai, errante cavaleiro,
que o tempo se encarregará
de levar o seu medo,
de levar o seu olhar.
Vai, como um diapasão,
espalhando som pelo ar!
Sempre resta uma ilusão
no fundo da alma!
Vai!
Segredos que ninguém quer contar...
Desejos são para realizar!
Eu vou sem medo, cavaleiro da alma!
Vou sem você. Cavaleiro, calma!
Pois o silêncio ainda é
a maior arma dos fracos,
e a palavra só vale
quando dita na hora certa.