Mais
um ano
finaliza.
Enquanto
isso,
a humanidade
continua
pretendendo
ser feliz.
E talvez
não haja
nada mais
legítimo
que isso.
A
felicidade
não é
um estado
final
ao qual
se chega
e, depois disso, não
há mais
nada a
fazer.
O mesmo
vale
para o
sucesso.
Uma coisa
é chegar
lá, outra
diferente,
e mais
trabalhosa,
é preservar
o que
foi conquistado.
Na
religião
oriental,
mais sábia
do que
a nossa,
há três
aspectos
divinos:
o Criador,
o Preservador
e o Destruidor. O
Criador
brinda
com vida
para que
todos
os caminhos
sejam
iniciados. O
Preservador
brinda com
luz e sabedoria
para que, uma
vez acertados
os caminhos,
os humanos
buscadores
possam continuar
neles. E o
destruidor
se encarrega
de brindar
com força para
pulverizar
os obstáculos
e desintegrar
as estruturas
que o tempo
torna decadentes. A
Felicidade que
a humanidade,
confusamente,
procura não
está em nenhum
lugar específico,
nem relacionada
a nenhum ato
em especial. A
Felicidade é
uma conquista
que se faz
todos os dias,
em todos os
momentos, em
cada pequena
e grande
atitude.
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